ENTREVISTA: Between the Buried and Me
26 SET 2011 @ The O2 Academy, Bristol
com Paul Waggoner and Tommy Giles Rogers
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Eduardo Piloni para o Mondo Metal
www.mondometal.com.br
Uma banda extremamente talentosa e pesada que não quer ser parte da típica onda do metal. Vegans e caretas, que procura fugir do rótulo das bandas que os rodeiam, e teimam em dizer que não são técnicos… sério? Vejam e tirem suas próprias conclusões.
EP: Nos últimos anos, BTBAM passou pela Europa como banda de apoio. Houveram alguns shows como cabeça de cartaz, mas agora vocês estão sendo capazes de fazer uma turnê completa como “headliner”. Qual é o sentimento?
Paul: Cara, isso é o que queremos pra nós! Queremos sair em turnês como cabeça de cartaz, onde é possível tocar um set longo e finalmente escolher os temas que queremos tocar, sem comprometer nossa performance tendo que pensar se essa ou aquela música vai caber no set. Esse é nosso objetivo! Estamos nesse caminho nos EUA, mas admito que na Europa ainda temos trabalho por fazer.
EP: Lembro-me quando vocês abriram pra Lamb of God e Job For a Cowboy aqui na Inglaterra… Tocaram apenas 3 músicas.
Paul: Pois, é isso! Houveram um par de shows que tivemos apenas 20 minutos pra tocar… e acabamos tocando apenas 1 música! É foda pra nós quando se tem um set tão curto, nossas composições são muito longas.
EP: Eu sei bem! Quando tocamos BTBAM no nosso programa (Mondo Metal na Elo FM) temos de muitas vezes recorrer ao primeiro álbum.
Paul: É, realmente aquelas são nossas menores músicas. É uma merda, mas por outro lado não queremos comprometer nossas composições pra aparecer na rádio.
EP: Você disse que BTBAM está um pouco atrasado aqui em comparação a tocar nos EUA. Qual é a maior diferença entre ter a própria turnê aqui e lá?
Paul: Bem, nos EUA as pessoas gostam da gente (rindo). Enquanto na Europa… eles meio que ficam estáticos, olhando a gente tocar.
EP: Tem sido assim em todos os locais que vocês tocaram aqui?
Paul: Não, não! Estou brincando. Alguns shows aqui foram muito bons, a galera interagiu bem. Alguns eles só ficam olhando; mas eles não se vão embora, isso deve ser bom sinal! (rindo). Não sei como explicar, é diferente, a cultura em geral; as pessoas reagem diferentemente com nossa música. As pessoas nos EUA são mais agressivas, talvez.
EP: É também parte da cultura britânica – pegar uma caneca de cerveja e assistir a banda, como uma performance em geral… Não levem isso à mal.
Paul: Cara, ontem a noite particularmente. Onde foi que tocamos? Birmingham! A galera passou o show todo … (fazendo uma cara de quem está apreciando a parede). Eu pensei: “Fodeu, eles não curtem a gente”. Quando acabamos o show eles foram à loucura, gritando, pulando, pedido biz e o cacete. Aí eu vi que eles curtiram a gente pra caralho! Em geral diria que os Europeus – e os Britânicos – são mais reservados… mais comportados haha.
EP: Vocês eram conhecidos e com certeza mais acessíveis para o público nos EUA no início da sua carreira. Talvez seja uma questão de tempo até que este reconhecimento cruze o oceano.
Paul: Isso, é como se tivéssemos começando novamente quando se trata de Europa. Estamos tentando convencer as pessoas a gostarem da gente, enquanto nos EUA já temos uma base sólida de fãs. Temos de criar uma por aqui.
EP: Vocês vêm da Carolina do Norte (NC). O que surpreende, pois não há uma grande cena pesada no estado!
Paul: A cena é relativamente pequena em NC, mas na real rola uma grande interação entre o grupo de músicos. Há músicos talentosíssimos naquela região. Tudo isso que ajudou a encontrarmo-nos. Somos todos de diferentes cidades e acabamos juntos pela qualidade como músicos que temos.
EP: Em geral os sub-gêneros do metal aparecem em ondas, com um pequeno nicho originado em uma certa região. Os estados vizinhos – Virginia, Georgia – têm suas cenas bem definidas, mas NC não! Me intriga – que tipo de bandas vocês tocaram juntos, em que cena vocês cresceram?
Paul: No começo… havia uma banda em NC chamada Hopes Called. Era uma banda de metal gospel, mas eram nossos amigos. Outra era Code Seven que começou ao mesmo tempo, meio que nos agrupamos com eles. Temos a sorte de estar juntos até hoje, onde a maioria das bandas acabaram. Tinhamos uma boa amizade com The Red Chord, desde o princípio, também The Black Dahlia Murder… fizemos turnês com eles.
EP: Então vocês tiveram de sair além de NC, desde o início.
Paul: Sim, não dá pra ficar prezo em uma região – você não irá a lugar algum se você apenas tocar no seu Estado. Acabaria fazendo shows pra 100 pessoas. Tivemos de sair pra construir nossa carreira.
EP: Vocês sentem o peso desta estrada como uma banda? Mesmo novos vocês já têm 6 álbuns de estúdio, mais um álbum de covers…
Paul: Cara, é tudo uma névoa pra mim, a banda mudou tanto! Quando ouvimos o primeiro álbum, quase soa como uma banda totalmente diferente. Evoluímos tanto, não só musicalmente, mas como uma banda também. Quando você me pergunta assim, eu olho pra trás e nem acredito que somos uma banda por tanto tempo e que temos tanto álbuns! É uma constante evolução, cada álbum uma nova experiência. Continuamos com nosso objetivo desde o início: fazer algo diferente!
EP: Quando vocês olham praquele distante primeiro álbum, vocês conseguiam dizer: “Pô, isso é bom! Temos um futuro com isso”?
Paul: Lá atrás??? Não cara, nunca… nunca imaginamos que chegaríamos ao nível que estamos hoje, nem mesmo à um alto nível. Naquela época, especialmente, este tipo de música não era popular. Se tocássemos pra 100 pessoas já era bom pra caramba! De alguma forma este som se tornou popular com o tempo – metal progressivo em geral – e agente apenas continuou remando a maré. No começo fazíamos por diversão, queríamos estar numa banda, tá ligado?
EP: As bandas sempre procuram evoluir. Mas os fãs sempre amam ouvir as faixas mais antigas, dos primeiros álbuns, que vocês raramente tocam.
Paul: Com certeza. As músicas antigas são parte da história da banda, há um peso diferente e um valor adicionado à elas. Pra mim, se você quer manter uma banda um longo tempo você têm de evoluir. Não se pode gravar o mesmo álbum sempre. Os fãs, assim como os músicos, ficariam cansados. A parada é que não há muita gente que conheça nossos primeiros álbuns.
EP: Vocês gravaram Anatomy Of… um álbum ousado! De alguma forma atingiu um sucesso raro entre a mídia e os fãs, tratando-se de um álbum de covers. Como surgiu a idéia de gravar este álbum?
Paul: A gravadora deu a idéia, e pensamos que seria divertido – realmente, só fizemos por pura diversão! Foi uma boa maneira de gravar sons que talvez a maioria de nossos fãs ficariam surpresos que são uma grande influência pra nós. A maior parte de nossos fãs nunca parou pra ouvir Queen, King Crimson – os mais novos especialmente. Pensamos que seria legal colocar nossa versão nestes temas e ver a reação da galera.
EP: Acredito que a razão maior do sucesso deste álbum é exatamente como vocês conseguiram colocar nitidamente em cada tema a essência do BTBAM… você diria que estes são temas particulares que vocês sempre curtiram, ou realmente artistas e bandas que inspiraram o som do BTBAM?
Paul: Os dois! Somos definitivamente influenciados não só por estes temas, mas por uma tonelada de outros sons e gêneros – este álbum é reflexo disso. Queríamos mostrar para as pessoas: “Aqui está! Sempre curtimos tudo isso…”.
EP: Mas se você ver bem, estes sons são nada técnicos. Me pergunto, quando então vocês decidiram se tornar tão técnicos?
Paul: Cara, honestamente eu não acho que somos assim tão técnicos quanto as pessoas pensam. Eu diria que somos complexos sim… e o motivo para o qual somos tão complexos é pela influência que temos, também pelo fato que nossas composições têm 15 minutos; e conseguimos comprimir muitas idéias diferentes nestes 15 minutos. Se você pegar algumas das nossas composições originais e quebrar em partes, você então notará claramente as diferentes influências de todas essas bandas que fizemos a cover. A palavra “técnico” é usada muito freqüentemente. Pra mim nosso som é complexo e experimental! Quando penso em técnico, penso em algo como Dillinger (Escape Plan).
EP: Depois veio Alaska, e uma banda com diferentes membros. Este foi o álbum responsável por colocar vocês nos holofotes, não só nos EUA, mas foi quando a mídia e fãs abraçaram BTBAM na Europa. A produção e conceito das composições atingiram um novo patamar. Foi este o álbum da virada?
Paul: Sim, em muitos sentidos! Como você disse, novos membros, e finalmente sentimos que tínhamos um conjunto sólido de músicos talentosos que estariam na banda por um bom tempo. Quando lançamos o álbum as coisas começaram a acontecer, as pessoas começaram a nos conhecer. Ganhamos mais exposição, e até hoje Alaska é o primeiro álbum que as pessoas nos ouvem – conhecem-nos de Alaska pra frente.
EP: Profissionalmente também a banda deu um salto.
Paul: Definitivamente. Começamos a ter turnês mais descentes e vender álbuns. A mídia começou a se importar com a gente. Foi um álbum muito importante para nós.
EP: Alguma razão em particular para a saída de 3 membros de uma vez?
Paul: Nem tanto… é uma situação bem típica de novas bandas. Quando passamos dos 20 as pessoas começam a pensar “Cara, é foda fazer grana com isso!”. Querem ter um emprego normal, casar, sei lá! As pessoas crescem e mudam, se ligam que não têm mais tempo para a banda ou não suportam as turnês – aí as bandas quebram! Nós decidimos continuar. Estou grato que continuamos!
EP: Alaska deu o caminho, mas daí Colors veio e, na minha opinião este é o álbum que define BTBAM. Diria que é um pacote completo: um álbum com um conceito definido – uma música de 1h dividida em temas e cores, cada uma com suas devidas ilustrações, um DVD ao vivo com a performance completa do álbum, um website dedicado com diferentes visões e interpretações da banda e fãs… Isso tudo aconteceu meio que ocasionalmente ou foi algo que vocês sempre quiseram fazer?
Paul: Tenho de concordar que realmente foi um álbum monumental, o tipo de trabalho que definiu nossa carreira. Alaska foi o primeiro com os novos caras, ainda estávamos a procura de certa química. Colors foi diferente; sabíamos o que queríamos, que tipo de banda queríamos ser. Queríamos produzir esse pacote completo – a vibe do “álbum de uma música”, com a produção e o visual todo. Queríamos meio que achar nossa maneira de nos separar de outras bandas de metal na nossa categoria ou gênero. Desde então esta é a direção que estamos tomando; neste sentido Colors é muito importante.
EP: E como surgiu a idéia do Colors como um álbum temático?
Paul: Logo após tocarmos o Ozzfest nos EUA… este festival é muito típico metal. Fizemos o verão todo tocando Ozzfest e não curtimos nada! Não é o que somos – não é o que nos pintamos como uma banda! Então decidimos fazer algo completamente diferente.
EP: Parallax: The Hypersleep Dialogues foi lançado há pouco tempo, pela Metal Blade. Qual o motivo da mudança de gravadora?
Paul: Nosso contrato com a Victory Records expirou, e decidimos não renovar, procurar uma nova direção. Não achamos que fazíamos mais parte daquilo, as bandas que eles estavam assinando não são o tipo de banda que queremos nos associar. Falamos com alguém da Metal Blade, logo vimos que eles estavam na mesma sintonia, e rolou! Foi de longe a melhor decisão que tomamos, tem funcionado muito bem.
EP: E por que um EP?
Paul: Queríamos lançar algo com a Metal Blade rapidamente, pra meio que dar o pontapé inicial numa nova fase da nossa banda. Ao mesmo tempo, nunca iríamos sacrificar qualidade por rapidez… aí pensamos “Hey, nunca lançamos um EP, bora nessa?!”
EP: E assim como Colors e The Great Misdirect, vocês mantiveram a onda do “álbum de um tema”…
Paul: Yeah, é definitivamente feito para ser apreciado como uma obra completa, do início ao fim!
EP: Você acredita que a música pesada está crescendo como gênero?
Paul: É difícil dizer porque CD’s não vendem mais… é sério! Não só no metal, mas em qualquer gênero, a não ser rap e sertanejo (country). Quanto à cena em sim, acho que voltou a ser algo bacana. Hoje em dia é massa ser um bom músico – um guitarrista foda, um baterista animal… as pessoas hoje apreciam e reconhecem qualidade musical, é algo popular! Assim você consegue ter mais pessoas que vêm para os shows, mais pessoas pesquisando a internet para ver esse ou aquele artista. Com certeza há um crescimento na popularidade do gênero, algo que eu não esperava. Adiciona um certo valor.
EP: Certamente há mais festivais de música pesada, mas eu pouco imagino BTBAM tocando em festivais…
Paul: É cara, é foda pra nós tocar em ambiente de festival; é difícil causar um impacto. Temos 30 minutos pra tocar, aí tentamos fazer algo épico no meio do dia, num palco aberto onde não soa bem particularmente. Por isso preferimos tocar em qualquer clube, nosso próprio show. Mas cara, as vezes temos de fazer festivais, é parte da cena como você disse, além de levaram uma grande massa.
EP: A exposição compensa de certa forma…
Paul: Exatamente! Na real não podemos dizer não quando recebemos uma proposta para um grande festival, mesmo que particularmente não gostamos de tocá-los. Pra dizer a verdade, duvido que a maioria das bandas gostem… apenas é bom para nossas carreiras.
EP: BTBAM tocou na América Latina, Porto Rico e México… houveram em algum momento ofertas para tocar na América do Sul?
Paul: Não… vamos tocar na América do Sul um dia; mas será algo pequeno. Gostaria de tocar lá mas os custos de logística são tão altos que será difícil. Iremos quando conseguirmos cobrir estes custos.
EP: Mas você tocou com Lamb of God na turnê deles pela América Latina. Como foi?
Paul: Ah, eles são meus manos de Virgínia. Mark (guitarrista do Lamb of God) teve filho e eu cobri ele. Mas Lamb of God é gigante! Apesar de ser a primeira vez que eles pisaram na América do Sul, tocaram pra milhares de pessoas, casas lotadas – foi foda! Se fosse o BTBAM não teria mais 100, 200 pessoas talvez.
EP: Algum desses lugares ou shows que você curtiu mais?
Paul: Curti muito a Argentina! Mas todos lugares foram massa. Colombia, Venezuela… mas o melhor foi mesmo Argentina e Brasil. Saímos a noite em São Paulo, cidade grande! Foi divertido.
EP: Mudando de assunto, uma coisa que é curioso sobre BTBAM é a bandeira que vocês carregam sobre o orgulho de serem vegetarianos. O Dustie é o único que não é vegetariano na banda?
Paul: Na verdade somos 3 vegans, e 2 comedores de carne. Blake meio que vai e volta (risos).
EP: Como vocês ainda não conseguiram convencê-los a unir o grupo dos vegans?
Paul: Cara, eles não têm compaixão… são uns zumbis desalmados! Tô brincando… não, não estou! São pessoas horríveis mesmo. (a banda toda cai em gargalhada).
EP: Vocês também são careta (straight-edge), não são?
Paul: Outra vez, nós três vegans também somos straight-edge.
EP: Todos os três? Então de onde essa criatividade toda vem?
Paul: Criatividade? Não é criativo ser straight-edge??? (gargalhada). Não sei, cara… somos apenas carinhas normais do hardcore das antigas, e toda essa parada de ser vegan e careta era popular na época que começamos a curtir música pesada, havia muita matéria sendo escrita e distribuída sobre o veganismo e sobre ser straight-edge. Adotamos este estilo de vida e assim nos mantemos até hoje.
EP: O estilo do BTBAM, dado a complexidade das composições, é difícil de descrever. Quando me pergunta eu me limito a dizer que é uma banda que te faz cafuné só pra pegar sua cabeça e tacar na parede… Você teimaria em tentar descrever seu som?
Paul: Ah velho, é difícil de descrever! Eu apenas digo que é música pesada e experimental. Não gosto de usar o termo “heavy metal”, pois pra mim pertence à bandas como Lamb of God, Pantera. O termo progressivo é muito usado também. Somos uma banda pesada que não temos receio de nos aventurar em diferentes territórios – provar sonoridades diferentes.
Tomy G. Rogers: Somos químicos!
Paul: Yeah, químicos do metal! (rindo).
EP: Tommy, você é principal compositor das letras do BTBAM, as quais são geralmente abstratas mas com um apelo filosófico por detrás delas: vidas paralelas, renascimento, o ser humano e seu papel no globo, o mundo como um organismo vivo… isso vêm de alguma crença ou religião?
Tommy: Não necessariamente. A parada entre eu e minhas letras é que eu apenas escrevo quando a inspiração chega. Como compor música – se você forçar, irá soar forçado… aí você olha pra trás e não se sentirá orgulhoso do que fez. Quanto ao significado, acredito que seja apenas minha visão natural enquanto me maturo como homem. No metal parece que é tudo muito do mesmo quando se trata de letras. Eu apenas tento colocar meu toque nas coisas e tentar fazer o mais único possível. Quando ouço nosso som, muitas imagens me vêm à cabeça – é quase como assistir a um filme. Eu parto daí, e tento fazer as letras condizerem com o som.
EP: Pra terminar, gostaria de fazer uma pequena jornada pelos seus álbuns. Numa frase – ou palavra – gostaria que vocês dissessem o que vêm à cabeça quando vocês pensam em… (entregando uma cópia do:)
- BETWEEN THE BURIED AND ME (Self Titled)
Tommy: Atropelado!
Gravamos o álbum todo em 5 dias… loucura.
- THE SILENT CIRCUS
Paul: Mark peladão! (antigo baterista)
Tommy: Haha… ele passou o tempo todo pelado. Também foi a primeira vez que gravamos num estúdio de verdade.
- ALASKA
Tommy: Desastre!
Paul: Põe desastre nisso! Aliás um fato pouco conhecido… esse álbum foi quase arruinado e totalmente perdido. Após gravar todos os instrumentos, íamos começar as mixagens da bateria e o som tava todo fodido! Tivemos de regravar tudo do começo. Foi foda!
Tommy: Não só a bateria, cara! Meus “takes” também foram pro espaço.. e muito mais. “Beira do abismo” é uma maneira boa de descrever haha…
Paul: Pode crer, não lembrava disso. Stress do cacete!
- COLORS
Paul: Sossegado…
Tivemos muito trabalho com este álbum, mas estávamos muito afinados e foi realmente muito sossegado. Vamos dizer “Bem preparados para tal” (Tommy ola de rir).
- THE GREAT MISDIRECT
Paul: “Muito bem preparados para tal” ahhahaha
Cara, tudo que me lembro é que estávamos lá no estúdio e do nada tínhamos um álbum, como uma engrenagem bem lubrificada. Foi sopa! Eu descreveria então como “Engrenagem bem lubrificada…”
- THE PARALLAX
Paul: Frio!
Gravamos esta álbum em Toronto, Canadá, no meio do inverno e tava muito frio.
Tommy: Um pouco corrido também… tivemos 7 dias apenas pra gravar tudo.
Paul: Mas se tratando de um EP, não foi tão mal… foi sopa! Vamos dizer “Um prato de sopa vegan”!
