MONDOMETAL: ETREVISTA COM EVILE
Londres, 29/09/2011
Relentless Garage
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Show de Lançamento do Five Serpent’s Teeth
Eduardo Piloni: Quando se ouve a história do Evile até soa como um conto de fadas. Uma banda sem contrato, toca num palco secundário do Festival Bloodstock, conseguem um contrato com uma grande gravadora, lançam o primeiro álbum e já saem em turnê com bandas que provavelmente eram fãs desde criança: Megadeth, Exodus e Machine Head… Olhando pra trás, como vocês se sentiram?
Ben Carter: De certa forma éramos apenas crianças naquela época, quer dizer, ainda somos crianças! Pra gente foi tipo “Porra é o Megadeth! Dave Mustaine ali, andando nos corredores do backstage com agente”… foi meio bizarro. Nós ganhamos experiência, sinto que éramos bastante ingênuos quanto à industria toda, assim sendo que ter uma turnê inteira tão grande quanto aquela no primeiro ano era inimaginável. Aprendemos muito em como nos conduzir no backstage e como nos apresentar no palco. Nos fez muito mais profissionais. Tanto que logo em seguida já saímos em nova turnê com Exodus. Hoje somos chamados para os principais festivais do país – Download, Sonisphere, tudo graças à como começamos nossa carreira.
EP: E essas grandes bandas foram receptivos e positivos para com vocês?
Ben: Com certeza! A experiência deles meio que passou pra gente, facilitou muito nosso trabalho. Sempre nos fizeram sentir a vontade em ambas as turnês, mesmo estando a um nível tão superior. Foram 6 semanas de intenso aprendizado.
EP: Acho que o som que vocês tocam facilitou a inserção da banda dentro do nicho exclusivo do thrash metal oitentista. Mesmo sendo novos, e desde o primeiro instante do primeiro álbum, Evile traz um ar dos anos 80, o espírito, a pegada…
Ben: Pois é, eu acho que isso é muito bom! Tem pessoas com 40, 50 anos que vem apertar nossa mão e dizer “obrigado!”. Tipo… por quê? “Vocês fizeram eu me sentir com 15 anos novamente”. Ah, pra mim isso é missão cumprida.
EP: E vocês nem são dessa geração pra soar tão anos 80.
Ol Drake: Eu sou o mais novo, com 27 anos. Não somos novos, mas também não somos velhos.
Ben: O que eu curto mais do thrash é que sempre te faz sentir cheio de energia. E se conseguimos fazer pessoas que ouvem thrash por mais de 25 anos sentirem-se com 15 anos e cheio de energia novamente – trabalho feito! É isso mesmo que queremos, que quem escute fique cheio de gás, energia até o topo e que solte tudo no mosh pit.
EP: Vocês também tiveram um par de grandes turnês nos EUA. Gama Bomb, Kreator, Overkill. Extensos kilometros, não?
Ben: Putz… nem me fale! 40.000km acho que foi! E aqui encontramos pessoas reclamando ter que entrar num ônibus por meia hora…
Ol: É que na América a ética das turnês em sí é tão diferente por conta da extensão do território. Todas as bandas por lá estão acostumadas a ter que dirigir por 10, 15 horas pra chegar no próximo show e tocar 20min, enquanto na Inglaterra carinhas não viajam 2h sem chorar. Isso nos deu um bom tapa na cara. Não é apenas o fato de ter que viajar tanto, mas o nível de trabalho e profissionalismo é potencializado 10 vezes quando se está na América. É difícil e penoso fazer turnê por lá.
EP: E qual foi a resposta do público?
Ben: Acho que foi bom, acredito que eles conseguiram nos engolir! (risos)
Ol: Bem, no começo, como somos Ingleses e eles não conheciam muito, deu pra notar que eles ficaram meio que olhando desconfiados numa tipo “não estou nem aí…”. Mas um mês depois fizemos uma nova turnê pelo mesmo circuito e notamos que as mesmas pessoas que estavam “nem aí” já tinham nosso álbum, camiseta e vinham pra gente “E ai, pô curto muito seu som!”. Parece que cada vez que passamos por lá vai ficando melhor.
Ben: As pessoas tendem a levar um tempo pra entender a gente. Não estamos presos restritamente ao thrash old school, mas também estamos distantes da nova escola – estamos meio que presos no meio, algures, acho que somos um pouco únicos nesse sentido.
EP: Pois é, nota-se isto principalmente com Infected Nations, segundo álbum, que atingiu o top 100 em UK. Uma sonoridade diferente, com mais diversidade, um outro lado da banda – mais técnico você diria?
Ben: Bem, nosso produtor disse que nós gravamos o álbum número três antes do segundo (risos). Saímos de um thrash puro pra começar este thrash meio prog, complicado, parece que ficou faltando um álbum de virada pelo caminho! O que acontece é que escrevemos nossas músicas muito cedo em nossa carreira, alguns temas do Enter the Grave (primeiro álbum) foram escritos 4 anos antes do álbum ser lançado, e já com o Infected Nations rolou de colocarmos toda nossa criatividade pra fora e ver o que iria nos trazer. Sei que alguns dos fãs antigos estranharam de princípio, mas a maioria gostaram; talvez forçamos um pouco a barra com esse álbum mas a verdade é que nos abriu a cabeça e nos guiou o caminho até o Five Serpent’s Teeth.
EP: Com certeza, vê-se que há uma conexão natural entre os dois álbuns. Agora, como rolou de conseguir o lendário Michael Whelan (autor do cover art de Beneath the Remains, Arise , Chaos AD e Roots do Sepultura, além de Obituary e Stephen King) pra fazer a arte?
Ol: Cara, começou tudo como uma piada entre eu e meu irmão (Matt)! Estavamos ouvindo Beneath the Remains e eu brinquei que eu ia ligar pro Michael Whelan pra fazer nossa arte também. Ele tirou o maior sarro de mim, e aí eu pensei “por que não?”. Então eu mandei um email pra ele, falando sobre nosso novo álbum, que eu tinha esse conceito e que conseguia visualizar a arte dele pro álbum, e ele respondeu “Yeah, tô nessa!”. Mesmo dizendo que somos uma banda pequena, que provavelmente não tínhamos grana suficiente pra arte dele como Stephen King, ele topou fazer dentro do nosso mísero orçamento porque ele curtiu o projeto (rindo).
EP: Os festivais de metal são cada vez mais abundantes. Sendo uma banda estabelecida no fim da década de 2000 e crescendo a cada álbum, vocês sentem que a música pesada está novamente crescendo em geral?
Ben: Certamente, a vibe está muito boa novamente. O problema é que o metal foi meio que degradado por estes sub-gêneros que vieram entre os anos 90 e começo de 2000.
Ol: Poo* Metal hahaha
* poo = cocô, pronuncia-se pu, fazendo referência ao nu metal dos anos 90.
Ben: E muitos outros gêneros de música pesada que tiraram a atenção da mídia e empurrou o metal pro underground, mesmo com as bandas ralando pra cacete pra sobreviver. Cinco, seis anos atrás acho que o metal ganhou uma nova força. É muito massa ver as bandas que começaram isso tudo ainda tocando, ralando em turnês fazendo o maior número de shows possível, o que acaba mantendo a porta aberta pra bandas como a nossa, tá ligado? Nós ainda olhamos pra eles como ídolos, e posso dizer que o que eles fazem hoje ainda acaba nos guiando.
EP: Verdade, mas imagino que ainda é difícil de extrair dinheiro deste mercado e fazer uma vida apenas disso.
Ben: Pode crer, extremamente difícil! Algumas pessoas pensam que temos tudo na nossas mãos quando lançamos um álbum, que estamos feitos. Não é assim, é apenas mais um degrau que subimos de uma longa extensa escada, cheia de degraus pra serem ultrapassados. No meio do caminho, o dinheiro se torna um problema, mas quando se ama o que se faz, não se questiona.
Ol: Pois é, fazemos a música que amamos, mas se tivermos de fazer isso desta maneira por mais três álbuns por exemplo, não será possível. Não podemos pra sempre dedicar nossa vida para gravar álbuns, sair em turnês sem fazer lucro, voltar pra casa quebrado e não conseguir nem pagar as contas.
Ben: No começo é muito do caralho, mas temos noção que não somos mais crianças. Estamos em um estágio das nossas vidas em que temos de cuidar do nosso futuro, e fica tudo muito mais difícil quando se trabalha numa indústria que te paga como se você ainda fosse aquela criança, que espera que você se sinta bem em apenas poder tocar e viajar o tempo todo as vezes até sem parar pra almoçar… e quando chegamos em casa, temos nossa vida batendo na porta e temos que pagar pra viver. Aí falamos pra nós mesmos: “Merda, não podemos viver assim pra sempre”.
EP: Na outra mão, hoje é dia do show de lançamento do mais novo álbum – Five Serpent’s Teeth. As críticas têm sido extremamente positiva, alguns meios colocando a tocha do metal em vossas mãos. Vocês acham que este podem ser o vosso momento?
Ol: Cara, eu não penso nisso. Não somos pessoas que queremos ser ricos, saca? Estaremos bem se este pudermos viver fazendo isso – sair em turnê, fazer nosso trabalho, voltar pra casa e estarmos bem, confortáveis!
EP: Hoje é um dia feliz para vocês, não vou prolongar uma conversa que traz forte lembranças, mas eu gostaria de saber, após o que aconteceu com Mike Alexander (baixista original que morreu durante turnê européia em 2009), o quão importante foi a ajuda de todas as bandas e personalidades para manter o Evile?
Ol: Eu realmente acredito que não conseguiríamos passar por esta barra e continuar fazendo nosso trabalho como fazemos hoje sem a ajuda destas bandas. Tivemos caras como Ozzy Osbourne, Metallica chegando pra gente tipo “Toma aqui estes ítens pra vocês leiloarem e arrecadar fundos!”.
Ben: E Slayer, Exodus, Anihilator! Bandas que nunca ouvimos falar entraram em contato com a gente, seja pra enviar os sentimentos ou pra nos ajudaram a divulgar o leilão. É incrível a atmosfera e o sentido de ajuda que existe no thrash principalmente e no metal em geral, duvido que exista tal semelhança em e qualquer outro gênero. No momento de dificuldade, todos se uniram e nos tiraram do abismo, seremos eternamente gratos!
Edu: Verdade, todo metaleiro – seja músico ou não – é também um eterno fã, e isso faz a diferença.
Ben: É isso mesmo.
EP: Vocês lançaram também há algumas semanas um cover para uma revista, parte de um tributo ao Nirvana. Lounge Act foi a faixa escolhida, e você Ben conseguiu meter um pedal duplo na batera de Dave Grohl?!
Ben: Hahaha o que mais poderia fazer? Quanto à faixa, é um som bem definitivo no álbum deles, meio que separa o álbum em diversas formas… tenho certeza que os outros caras sabiam o que fazer com o baixo ou guitarra mas quando se fala de batera de grunge, como se pode fazer algo que já soa sujo prá caralho ainda mais sujo? Pedal duplo! (gargalhando)
EP: Musicalmente falando, pra quem conhece Evile o sentimento que passa é que vocês tiveram quase que desaprender a tocar pra fazer aquela cover. Fala sério, vocês conseguem tocar Nirvana até a caminho do banheiro, não?
Ol: Haha cara, não é bem assim! Pô eu até curto a linha de baixo daquela música (fazendo uma cara que não acredita no que disse). Sem faltar respeito ao Kurt Cobain, mas são aqueles acordes dele que ele ama demais e como guitarrista é meio aaaarghhh… então falei: “vou meter um riffão aqui só pra fazer mais metal”!
Edu: Pois é, eu notei, ia perguntar o que se passou ali…
Ol: hahaha… Funcionou!
EP: Mas como uma banda de thrash metal, vocês não ficaram com um pouco de receio de tocar Nirvana, onde uma massa ainda culpa o grunge por quase arruinar a onda do metal nos anos 90?
Ben: Quem nos conhece sabe que não temos medo de fazer algo fora do padrão, completamente diferente. Desde o início temos como princípio que a banda tem de evoluir sempre, não podemos fazer a mesma coisa em 5 álbuns. Isto seria como estagnar na carreira, nadar contra a corrente – não é algo que acontecerá com Evile.
Ol: Funciona com AC/DC, não com a gente.
Ben: Pois é, temos de ir pra frente. Se alguém bate um fone e pergunta se podemos fazer uma cover para um álbum tributo – tamos nessa! É algo novo, fresco e a enquanto pudermos fazer isso da nossa maneira, como amamos e tocamos, aí podem contar com a gente.
E se alguém ousar vir pra nós e dizer que não somos mais thrash, bem… eu mando eles ouvirem Enter the Grave! Somos a bada que gravou aquele álbum! Ainda temos a mesma pegada em nós.
EP: Agora vocês estão há apenas algumas horas de oficialmente lançarem o novo álbum aqui em Londres. Dá pra ver a satisfação e alegria que vocês estão sentindo. Como foi a jornada do Five Serpent’s Teeth – estúdio, gravação e agora turnê de lançamento?
Ol: Fantástico! Desde que terminamos Infected Nations eu já comecei a escrever riffs. Foram dois anos de trampo, intenso - e hoje olhando pra trás esse processo todo é como uma névoa, tudo se mistura em uma só coisa. Agora é tipo: “WOW” todo o trabalho será mostrado.
Ben: Foi realmente muito esforço colocado em ensaios e escrevendo música com e sem a banda que quando chegamos no estúdio pra gravar conseguimos fazer tudo muito rápido. Isto também aumenta nossa confiança de subir no palco e fazer o mesmo ao vivo, só temos de ultrapassar essa ansiedade, só quero estar lá em cima, tocando as músicas pra galera ouvir.
Ol: Tipo meio que gritando dentro de nós em expectativa “Curtam isso… vocês vão curtir o som!”.
EP: Ansiosos?
Ben: Eu pessoalmente estou muito nervoso hoje! Não que eu não saiba o que estou fazendo, mas é pra mim o começo de uma nova era para o Evile.
EP: Uma nova era… orgulhoso por chegar até aqui como chegaram?
Ben: Com certeza, estou realmente muito orgulhoso do que fizemos! É que ainda é muito recente, e é apenas um sentimento de expectativa sobre como vai soar ao vivo e qual vai ser a resposta do público. Uma vez que estivermos lá em cima do palco, tudo isso fica pra trás.
EP: Fique tranquilo. A passagem de som foi perfeita e tenho certeza que também será no show. In Memoriam (música dedicada à Mike Alexander) estará neste show?
Ol: Hoje não! Estamos orgulhosos de ter escrito este tema, amamos o resultado final e tudo o que significa, não só para nós mas para todos que algum dia já perderam alguém na vida. Apenas terá de ser um momento mais propício pra tocar esta música. Quando for uma massa maior que podemos fazer um set mais variado talvez. Se tem 500 pessoas gritando por thrash e os riffs rápidos que estão acostumado com Evile, não acho que cairá bem tocar uma “balada”.
EP: Mesmo com todos os fãs sabendo o significado da música?
Ol: Pois é, eu não quero que as pessoas tenham de ouvir a música e entrar na vibe tipo: “Ah é pro Mike, vamos entrar na onda…”. Não rola, vamos tocar quando for o momento certo, é um tema contemplativo – tem se der apreciado com mentalidade certa, da maneira certa. Realmente acredito que não seja um tema pra um show de thrash metal, mas isso não que dizer que em um par de anos não fará parte do nosso set-list. Não agora.
Ben: Verdade, quando tiver pessoas suficientes que se importam com a banda e tudo o que o tema tem pra dizer, sim, será meio que uma norma no nosso set-list.
EP: Beleza, muito boa sorte daqui a pouco e vejo vocês da roda!
Evile: Valeu Eduardo e Mondo Metal, muito obrigado!
After a heart-warming last day in the UK, kissing good bye all my friends at Jamie’s and getting Kristina’s notebook signed at Food Passion- a long day was still awaiting. Loads to pack and quite a few chores to be completed, thanks to Ladka and my neighbour all jobs were done and i can rest assured my house/cat will be looked after whilst i’m away.
That did not mean i had much sleep. None whatsoever. But the excitement of leaving home and the ever reaching realization i’d be with Kristina in a few hours, not to mention Noelle after almost 2 months away… plus her family in Malaysia! It was enough to keep me awake.
4am I leave the house. Last sight of Britain was an inspiring one. The Sun rises behind the fields giving its skies lysergic orange-purpleish tones, accompanied by a thick low mist that extended between trees. Lush! (write Lush! on the board)
Eyes are heavy. Legs weak. Check in done, I drag myself to the boarding gate where I sit and wait. One and a half hour still to go… People start arriving, I blink a heavy lingering blink, and when my eyes open all seats are taken! Kids… thousands of them it seems. Earphone off – endless screaming, a mind shattering clatter that feels like the world is about to end! Earphone on… chill out music. Ah! Like magic the never ending horror residing in that room turned into a comedy show. People are weird!!! The more normal they look the weirder they are. Fact!
“Emirates flight to Dubai will start boarding soon” the stewardess announces. Everyone rushes to the gate, as usual. Business men, old ladies, wheelchair users, men of all creed and belief, and of course – families with kids… All those little buggers with their panoply of toys, trolleys and gadgets. What the stewardess forgot to mention is that they were going to call people by groups! Disabled persons first, families with kids then, followed by and organized seating from back to front of the airplane. Chaos was installed!
Wheelchair users were the easy ones. There was in fact only one disabled person. When it came to families and kids… God almighty! Parents were rugby tackling people in despair, as if the plane would leave without them at any time! I could swear I saw a father throw his kid forward to his mother, like an American Football throw just to get there faster… maybe I was already delirious at this time. I wish I had seen it tho. I would not be surprised.
When they started calling people to board from the last seats, I was already trapped between the mass and the gate. I was - unfortunately - sitting in the front of the plane, and i knew or a fact that it would take bloody long for me to get to my seat. Animosity reigned in the room, and in an exhilarating quick chain of thoughts, I casually showed the steward my DUBAI-DELHI boarding pass, in which seat was in the back of the plane and already walking in I was allowed into the tunnel. That was smooth and put me in a very good frame of mind, albeit the plane departure as a result of all confusion was 1 hour overdue.
The stewardess was an overly friendly american girl. She was standing on my seat, after a few jokes she moved away. A very nice Pakistany couple sat by my side. I can only remember telling the man: “I haven’t slept properly in ages. I haven’t slept at all tonight. I know i will pass out in a minute, would you PLEASE wake me up every time food comes!”. “No problem”. And so he did! What a saint of a man… bless him! First round was breakfast… continental. Dinner was next and it was the schizzle!!! I was so hungry then I could’ve eaten a whole cow. When drinks came, I somehow felt like something really refreshing and sharp to clean the palate – “Tonic Water!”… “I would not mind some Gin aswell” I mumbled… “Of course, Sir” the American stewardess replied, handing me TWO 50cl bottles of gin and adding “I will give you another one after your meal
” Paradise!!! I did not need any help to sleep, but all that gin sure knocked me out. The 3rd bottle though, I kept for Kristina…
Just before landing, the man by my side engaged a conversation. He was going to Malaysia as well. I talked a bit about the country and he reminded me of the Barça x Real Madrid match later that night, adding he supported Real Madrid… I guess I let go a bit of a rage towards that institution, anyhow thats besides the point and completely irrelevant to the course of this tale.
ARRIVAL IN DUBAI
There I was… expecting my bag. 1 hour is past. Bags stop coming, and there I still bloody am… “Baggage Service”. Track: Sent to Delhi! WHAT?! “But I’m only flying to Delhi tomorrow, I confirmed when I checked in”. “Sorry Sir. We can retrieve you bag, most probably, but it would take a minimum of 4hours…” Sod off… Kristina must be freaking out outside already. So I go!
INTERMISSION: Faye and Meg, thank god you did not go on with the plan of hiding inside my luggage… You would not have seen Kristina! ahaha..
With time only enough to pass thru Duty Free and grab a couple of bottles (once it is illegal to purchase alcohol in Dubai without a special license – mainly during Ramadan) then I stormed out! Kristina is there, and with a mix of surprise, excitement and disbelief on her face… It was nice seeing her =)) Unfortunately i had to carry out all people’s requests of hugs, pinches, squeezes, bites and licks (Faye, you again?! ;o)…
On the way to the taxi, the heat of the Middle East strikes. I had forgotten how it was, and how much one can sweat in just a couple of minutes out under those conditions! Its not only the temperature that bothers you, but the hot breeze that stubbornly keeps hitting you, constantly. The feeling is that after properly marinated one can easily be served as a slow roast after long hours out there… I’m damn sure of it!
Into the taxi, asap, and Kristina drops the bomb: “We’re going to Jamie’s!!!”. “Really?!”. I honestly haven slept in bed since I last been into a Jamie’s Italian restaurant… and I had the whole goddamn grill section at 9am! What about all the fun in Dubai? Hard Rock, crazy discos full of gringos and expats??? Its Ramadan… Hard Rock is closed. Jamies it is.
Getting there I get to meet all her colleagues. Most of them seemed to know I was coming, and the sight of the restaurant’s decor with all that familiar jazz: Vespa, canned tomatoes, Bottle Green cordial, oven gloves and all that merch, added by the white shirts, tie and aprons I remember I had just dumped pleasurably in my laundry basket just a few hours ago… boy, that felt weird!
Weird was a feeling that was quite washed away when i received the menu… no pork! no alcohol! WoW! That was exciting… what would I eat?! I would not be able to recommend anything were I working there. The waiter sure did… a bit nervous, he talked thru the specials and recommended a rhubarb/strawberry/ginger fruit juice. Starters? Meat plank! I had to try it without pork. Main: King Fish steak cooked on the wood fire s/w vegetables with pesto and dollop of mayo on top. Dammit they were nice! Musatti espresso and the best news: Bill was 100% comp! Manager came to speak to us personally and offered the meal. So nice of her =) Kristina, you must be very loved xxx It wasn’t a bad idea after all to go to Jamie’s, was it?!
PS: During the meal she took her time to read all the sweet notes on her book… Guys, she teared up! Thanks all for the effort, mainly you Charis <3 It meant a lot to her.
Back to her apartment, we catch up for a while just before heading to Reece’s room. Reece is a safe and very sound South African dude, who is head of the bar at the restaurant. He welcomes me very warmly just to cool us down with a lovely 5L Heinneken keg… Lets not get into the legality of those drinks. So cold, just what I needed! We chat and listen to music for a good while, until his roommate Jacques arrives from work and we start the drinking game. That was the last whistle of the night… Two games, 5L keg + a case of beer was gone, and so was I. So were all of us! Kristina and I had plans to go early to the beach and roam thru famous sights of Dubai to take some pics, but honestly I do not remember hitting the bed.
When I opened my eyes it was already 12.30pm. Time enough to enjoy the last few hours with Kristina and stretch once more to the airport. Stuff bellies because no eating or drinking are allowed outside during Ramadan. Cab, coffee at the airport (when I see the newspaper with the best news yet: Barça 3 x 2 RM), and it was time to say good bye! Kristina it was great seeing you, and on behalf of the whole Jamie’s Oxford I can say: We want you back!!!. Thanks for the hospitality xxx
FLYING TO DELHI
Time to think of India… It is going to be 3 weeks! Never been, and with all fairness I have no expectations. I’m in a kind of a let it be mood you know. Drink the wine kind of a thing… anyways. Hitting Delhi, I found my bag. Straight away! What I could not find was the bloody hotel pick-up. Changed some cash, and the lady said: “Outside… they wait outside, Sir.” She was partially right. Most of the pick-ups were outside, but no board with my name on it. Trying to go back into the airport, two security guys stand by the door: “Ticket?”. “No, I just came out, need to check something inside”. “Entrance only allowed for departure, Sir. You have to go now. Out, out!” making movements with his hands to emphasize my direction out. Noelle was in the train and she would be in the hotel long after me. So I quickly jump into a taxi – which was the worst decision I could´ve ever made. Oh well, let the journey begin!
At first instance I thought “Its quite hectic… nothing far stranger than I’m used to see in São Paulo”. The minute the taxi gets closer to the city, my jaws drop. It was about 9pm and the roads were completely taken. By all kind of vehicles, people and species! My taxi driver surely pays 2 road taxes. He must! I haven’t seen him driving ONCE with all 4 wheels inside a single lane…
Amidst the clutter of Delhi’s traffic you can find pretty much anything – a weird 3-wheeled hybrid between a truck and a van, dogs, pedestrians, disabled people on the pavement begging for money, thousands of bicycles; the rickshaws and the autorickshaws (tuk-tuk); which are a 3-wheeled vespa with roof! Trucks carrying people on top of the roof top, buses carrying people hanging by the door… It is all chaotic but still very peculiar, so particular of the city! They all seem to know what they were doing and after a minute you forget accidents can happen.
Getting closer to my hotel, the taxi driver drops me. “This street”, he says, pointing to this place I had no intentions of waling into. It was 10pm and the street was buzzing with people! Such narrow alleys and it felt busier than Cornmarket on a saturday afternoon. Food stalls everywhere. Shops, street sellers… “I cannot walk there sir. Take me to the hotel”. “Sorry no taxi”. Leaving me unattended, with my best “I’m-full-on-tourist” look, full of bags, sunglasses on top of my head, camera and laptop bag carrying a Duty Free package, i basically had both hands taken, and no courage to face the crowd.
I did not need to… the crowd came to me! “I carry for you, Sir”. “I take you to my hotel, Sir.” “Very nice, air con, clean sheets. Best price”. “Come on my bike, Sir. 50 Rupees” No, No, No, No, No!!!! I had absolutely no clue of where I was. Each person sent me on a different direction. Half of the crew tried to make me use their rickshaws or tuk-tuk. The other half tried to sell me something. This man tried to sell me all his collection of fake RayBan’s, when I clearly had my sunglasses on top my head. I gave up. Found a shop by the corner, he seemed friendly. No english. Call Noelle, who speaks to him in Hindi just to find out where the hell i was. Call the hotel who sends a pick up. Rickshaw. The bicycle one!
Finally I felt i was going to be safe, rest my bags and just relax! The receptionist of the hotel was with me, while the poor man pedaled us thru the narrow streets. Just before the last corner, between shops and restaurants, a huge figure approaches… swaying toward us, I see… It’s an elephant!!! Two men on top, as if it was normal, they stroll the big mammal around the city. Our rickshaw showed no sign he was going to stop, until very close he made the wise decision to pull over and let the beast pass… A sensible decision I’d say. Don’t wanna imagine who would win that clash…
As the elephant passes, the receptionist asks: “So how you find it?!”.
“Crazy!” – with a silly grin on my face.
Live Review: EYEHATEGOD + Church of Misery @ Camden Underworld, London
All photos by Eduardo Piloni (c) Mondo Metal. All external use must be communicated.
Camden Underworld, Londres, 26 de Junho
Domingo que é bom vem devagar, acompanhado de uma boa cerveja, amigos e música alta. E pra celebrar o dia mundial da “porranenhumisse” – após um sábado negro de riffs matadores do XII London Deathfest-, nada melhor que um dia de sludge e stoner metal fechando o final de semana no The Underworld em Camden. Os encarregados da nada árdua tarefa foram Church of Misery e EYEHATEGOD, como parte da turnê “Re-tox and Nihilism Over Europe” que passou por 13 países.
Os Japoneses de Church of Misery, banda de Tókio e um dos maiores expoentes do gênero no país, conseguiram a proeza de trazer positividade a um som obscuro de letras sombrias, que lidam com serial-killers e massacres. Culpa disso é o carisma e entrega do vocalista Yoshiaki Negishi que não parou um minuto no palco, e conseguiu arrancar sorrisos de todos, inclusive da imprensa e fotógrafos que se alinhavam para ver o show do backstage. Yoshaki esteve com a galera, recebeu de braços abertos os que ao palco lhe visitavam, e os refrões eram cantados por quem quisesse se aventurar no crowd surfing. A banda se mostrou em grande sintonia, e o seu sludge com tons psicodélicos agradou. Entre poucas palavras com um inglês não tão fluente, despediram-se com muita gratidão e reverência, e a recíproca veio do publico entre muitos aplausos.
Roadies em cena e os PA’s tocavam o melhor do jazzy-blues de New Orleans (NOLA).
EYEHATEGOD demonstra naturalmente o orgulho no peito do simples fato de ser de Nola; na atitude – não apenas como músicos – mas na maneira de viver a vida. Como o caricato vocalista Mike Williams diz: somos do sul, de New Orleans, e tocamos como vivemos, vivemos como trabalhamos… lento e pesado!
Nola é a capital do Sludge Metal mundial, com bandas como Crowbar, Down, Soilent Green, Kingdom of Sorrow, e claro, EYEHATEGOD que merece créditos como um dos, senão o grande precursor do gênero. É muito normal e quase que universal a troca de membros ou criação de projetos paralelos entre a comunidade sludge de Nola. Maior exemplo sendo Jimmy Bower, guitarrista do EYEHATEGOD e do Superjoint Ritual, também baterista do Down – que aliás tem presença confirmada para o dia 14 de Novembro no festival SWU que acontece aí no Brasil. Será a primeira apresentação deles em terras brasileiras e aqui eu deixo minha dica!
Quando todos os membros estavam já sobre o palco, Mike Williams deposita sua garrafa de Vodka perto da bateria, que viria a ser degustada no gargalo durante toda a apresentação. Enquanto a banda se sentia confortável com o palco e todos se cumprimentavam como se estivessem pra começar um jogo da NFL, Mike entretém o público com piadas esdrúchulas e até arrisca uma sátira cantando um blues acompanhado pelo baixista Gary Mader. O público grita “EYEHATE GOD EYEHATEGOD” e Mike imenda: “Por quê?… Ele não existe”.
Em clima de grande descontração, uma tiete ganha espaço, saindo do backstage. Embreagada ela rouba o pedestal de Mike e grita algo sem sentido. A banda, meio que sem saber o que fazer, manda ela fazer um stage dive, enquanto o público pede para ela tirar a blusa. Nem um nem outro, o segurança leva a garota para o backstage, não sem antes ser escrachada por Mike Williams.
Distorção e microfonia… quem conhece EHG sabe que esse é um sinal de que o som está pra começar. A reprodução ao vivo, entretanto, é perturbadora… o zunido intenso leva-nos até a descrença que aquilo realmente esta acontecendo. Nada breve, estende-se por minutos sem fim, e todos os membros preparados e olhando para o baterista Joey LaCaze se perguntam: “E aí?! Qual vai ser?”. EHG não toca com set-list e cada tema vem como surpresa… até para a própria banda!
Sister Fucker Pt.1 abriu o concerto e daí pra frente a freqüência do baixo e a afinação gravíssima das duas guitarras tomaram conta do Underworld. O som, muito alto e a bateria bem microfonada, traziam toda a melancolia caótica no melhor de EHG. Brian Patton cresceu junto com o som, e o trio da frente formado por figuras muito diferentes – Mike, Brian e Jimmy – se completaram. Mike tem uma postura única no palco, ele e seu pedestal que por inúmeras vezes atingiu o teto baixo do sombrio Underworld. Brian está sempre envolvido com algum outro artista, segurando a vibe do som, e Jimmy, para além das linhas lentas e pesadas, é dentre todos um fã que está em cima do palco. Ao fim de cada tema ele é o primeiro a bater palma pros próprios caras e quase que invariavelmente puxar o próximo som.
Sem um setlist pré definido – marca da banda de ir com o flow do show – fica muito complicado lembrar quais foram os temas tocados, mas pra quem ta assistindo é impressionante a diferença que faz no desenrolar do show. Como se a banda tocasse sempre o som certo pr‘aquele momento. Algumas faixas sempre marcam mais o show, como New Orleand is the New Vietnam e a inconfundível Dixie Whiskey. Em meio ao show, quem aparece novamente ao palco? A doida embreagada… mas desta vez Mike não perdoa! Após mostrar os peitos pra galera, Mike da-lhe um safanão que lhe manda pra roda “Good bye, b*tch!“.
Infelizmente ela não seria a única perturbação ao show… já na segunda metade, o amplificador do baixo pediu água. Técnico de som no palco, mais piadas e estórias do fantástico mundo de Mike. O problema não durou muito para ser arrumado. Também não tardou a retornar. Mais dois sons – Story of the Eye / Southern Discomfort – e o amp caiu novamente. Impossível explicar a vibe que estava naquele local. A banda não fez firula e enquanto o técnico suava para arrumar o prejuízo, Mike aproveitou e iniciou um parabéns em ritmo doom para o baterista LaCaze! Brinde de Vodka e o show continua. White Nigger e a fantástica Jack Ass in the Will of God foram outras duas músicas tocadas antes que o amp realmente acabasse com a paciência dos caras.
Mike se mostrou meio frustrado com a situação, enquanto Jimmy berrava: “Não páre pô, vamos tocar, vamos!!! Toca essa porra!” Era esse o clima do Underworld, mesmo com mais de 1h de show, ninguém queria parar. E verdade seja dita… as guitarras e seus tons pulsantes são tão graves que daria perfeitamente para continuar o show sem o baixo. Aposto que mais da metade do publico nem notou a falta do instrumento. De qualquer maneira, Gary estava ali pra tocar e não queria ficar de mão abanando. O publico mostrou um grande apoio, e enquanto Mike e Joey deitavam a vodka, Brian tomou a iniciativa de pegar um outro amplificador que estava no backstage, provavelmente do Church of Misery, e trouxe correndo pro palco – trabalho rapidamente executado.
Um final de show caótico que estranhamente muito tem a ver com toda a vibe da banda – desprendida, descompromissada e diversão acima de tudo. Após o show, alguns membros ficaram pelo palco cumprimentando os fãs que não os deixaram. Mike despediu-se agradecendo a um show memorável. Idem!